7.10.11

Carta de despedida!

Não sei como pude me apaixonar por você. E principalmente como insistir nessa paixão.
Eu soube de todos os seus lances, todas suas mentiras, já ouvi falar de todas que você traiu e de tantas que você faz chorar.

Não faz sentindo alguém em sã consciência desejar alguém como você por perto.
Não faz sentindo querer alguém mesmo sabendo da possibilidade de ter sido mais uma vitima.
Isso não é normal!

É como amar alguém que não te faz bem.

Eu não sei como, mas a partir de hoje não quero mais você por perto,

nem em pensamento,

nem em sonhos,

nem em lágrimas.

Hoje eu quero voltar a ser "normal",
nem que para isso seja preciso usar artimanha sua,

ser fria e calcular até meus pensamentos.


Antes de te dizer adeus, preciso agradecer pelas coisas que me ensinou e pelos versos que me inspirou.

Agora já é hora de sair desta gaiola dos seus braços invisíveis e ir embora.

Voar pra longe e levar comigo apenas coisas boas, os bons momentos.

E quando me perguntarem por você, direi sorrindo "não sei nem de mim!"

Quem sabe em outra vida, nossas vidas se encontrem. Por que nessa, o seu tempo na minha, já acabou.

Hoje eu deixo você, descarto nossas fotos e deixo apenas nossos filmes e algumas de nossas músicas para me fazer sorrir de vez enquanto.

Eu pensei muito antes de tomar essa decisão, mas pra que guardar produto com validade vencida? Se consumir pode fazer mal.

É igual usar sapato apertado, machuca, faz bolhas e até sangra.
Por isso hoje tirei os sapatos que apertavam mais o coração que os pés e resolvi ficar descalço!

E me sentir aliviada de pés no chão.
(Juh Meireles)
Foto do meu projeto "365 dias, 365 fotos" no Flickr

4 comentários:

ૐ Adriana Sanches ૐ disse...

Que lindo, Juh!
E esse tsuru fora da gaiola, você mandou muito bem.
Passáro na gaiola, não canta , lamenta!
Bjs

Juh Meireles disse...

Obrigada Dri...
Moça a ideia do tsuru foi o desespero de não saber desenhar um pássaro... kkkkk

Beijos

Marcinha disse...

Isso aê amiga! Força na peruca!

Juh Meireles disse...

Valeu neguinha!